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Vereadora ‘sapateia’ na cabeça da sociedade

Já ouvi falar muito sobre a vereadora Pastora Luciana (PP). Primeiro que, volta e meia, ela sempre está envolvida em algum Projeto de Lei (PL) polêmico sobre religião, claro. Isso sem falar na sua participação no programa “Esquenta” (TV Globo), apresentado por Regina Casé que, obviamente, não assisti. Além disso, sei que a nobre política assumiu o cargo na Câmara Municipal de Manaus (CMM), deixado pelo vereador Dr. Gomes (PSD) que foi para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ah, e ela tem uma música chamada “Me Deu Vontade de Sapatear”. Clique aqui se quiser assistir. Ponto. Ou não.

Pois bem, passeando pelo Facebook, encontro um compartilhamento que diz o seguinte: “Aprovado projeto da Pastora Luciana que institui o Dia do Círculo de Oração no calendário do município de Manaus”, do dia 16 de dezembro de 2015. Porém, somente agora obtive conhecimento. Como sou curioso, foi dar uma “espiada” nos comentários da publicação e para a minha surpresa, vários e vários manauenses mostraram-se indignados com a aprovação da propositura.

Sem querer desmerecer o trabalho da vereadora que, até onde sei, teve uma vida bastante sofrida, mas questão é: o que o povo de Manaus ganha com tamanho Projeto de Lei? Qual a relevância de tal aprovação – que vale ressaltar não teve a aprovação do prefeito Artur Neto – para a população? Qual o real motivo de tal criação?

Para não parecer tão despreparado ao falar sobre a função de um vereador, fui buscar informações no pai dos inteligentes do Século 21 – leia-se: Google – e segundo o site “Brasil Escola”, um vereador tem a função de “discutir as questões locais e fiscalizar o ato do Executivo Municipal (prefeito) com relação à administração e gastos do orçamento. Eles devem trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, elaborando leis, recebendo o povo, atendendo às reivindicações, desempenhando a função de mediador entre os habitantes e o prefeito”.

Assim sendo, acabo por presumir que a vereadora Pastora Luciana não anda cumprindo muito bem com as suas funções. Ela não deveria está lutando pelo direito de todos ao exigir mais saúde, educação, mobilidade urbana e coisas do tipo? Criar um dia do círculo da oração é tão sem propósito, tendo em vista que qualquer dia é dia de rezar/orar e agradecer Deus. Tenho um amigo, por exemplo, que toda segunda-feira, salve engano, ele reúne sua família para uma novena. Assim, sem precisar instituir algo no calendário municipal.

Mas para quem acha que esse foi o ápice da vereadora, está muito enganado. Ainda em 2015, ela protocolou um Projeto de Lei que dispõe sobre a utilização dos terminais de ônibus públicos para apresentação de palestras, pregações e manifestações religiosas. Agora chegou a velha e batida pergunta: o Estado não é laico? Ninguém é obrigado a ouvir pregações, missas, eventos de religiões africanas e nem nada. Para isso, existem as igrejas, centros espíritas, terreiros… Cada um no seu quadrado e todos felizes para sempre. É difícil respeitar a individualidade do outro? Para a pastora parece que sim.

Portanto, como cidadão, que paga seus impostos, peço a nobre vereadora que deixe sua religião para fora da CMM e passe a lutar pelos interesses reais da população. Que fiscalize a prefeitura, que proponha Projetos de Lei sérios e que tenha como finalidade a melhoria de vida do povo. O meu bolso e os dos manauenses agradece. Até!

2 respostas
  1. Janderson
    Janderson says:

    Não mexe com esses crentes. Quando a pessoa começa a falar deles, eles cuidam logo de desejar mal aos outros.

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