O drama do fim de um relacionamento

Meus pais se separaram duas vezes. A primeira eu devia ter por volta dos meus 13 anos, salve o engano. Depois de um longo período, eles decidiram retomar a relação. A segunda separação veio aos meus 28 anos, quase véspera de um Natal traumático, por assim dizer. Confesso que nunca me recuperei de nenhuma das duas vezes. Na realidade, ambas me causaram uma série de problemas dos quais pouco costumo falar. C’est la vie!

O fato é que de uns tempos para cá, com bastante frequência, inclusive, muitas pessoas andam colocando um ponto final em seus relacionamentos. Muitas vezes de forma amigável, outras nem tanto. De certo que todo fim de relacionamento causa uma reação em cadeia difícil de ser controlada, administrada. Um término envolve, além do casal em questão, familiares, amigos e traz consigo toda aquela carga do: ‘O que fazer agora?’. E é esse ‘o que fazer’ que passa pela cabeça de todos os envolvidos. Mesmo daqueles que de forma indireta acabam por adentrar nesse dramático processo.

Assim como já estive do lado de fora dos términos, também já estive do lado de dentro. Já passei por alguns términos de relacionamento um tanto quanto conturbados, nos quais envolviam traição, vergonha por conta da orientação sexual e, até mesmo, por falta de maturidade, claro. Já terminei e já terminaram comigo. Já chorei de tristeza, mas muitas vezes me senti aliviado em colocar um ponto final em tudo. Mas sempre com drama.

Peço, antes de mais nada, desculpa aos seres mais evoluídos que conseguem terminar seus relacionamentos, sem envolver ninguém e passar a primeira semana de forma tranquila e serena. Vocês merecem um Oscar da maturidade, mesmo eu não acreditando que tudo seja maravilhoso como muitos dizem ser.

Sou da filosofia de que todo término pede férias. ‘Como assim?’ você deve estar se perguntando. Pois bem, acredito que quando se termina uma relação é sempre bom ficar só. Seja por uma semana, um mês, um ano. É bom para se desintoxicar dos costumes da relação anterior, aliviar a cabeça, repensar o que se deseja para a vida e para a relação futura. Faz bem para alma. Com isso, conseguimos retomar o nosso controle emocional, nossa vida entra nos eixos e percebemos que nem tudo está perdido.

Mas ninguém pode te ajudar a se reerguer. Apenas você mesmo! É uma caminhada solitária, mas necessária. É só você que pode encontrar aquela mola no fundo do poço – quando é o caso. É só você que pode sair tateando o fundo escuro até encontrá-la, ganhar forças e saltar novamente para uma vida mais feliz. É um trabalho único e exclusivamente seu e de mais ninguém. Se é fácil? Nunca será, mas também não é algo impossível.

Aos demais envolvidos, resta apenas o papel de ‘ombro amigo’, para ouvir as mágoas, as lamentações e dar uma palavra de consolo. Nem mais e nem menos do que isso. Apenas isso. Uma hora ou outra, o dramático momento passa e a vida entra nos trilhos. Assim, meio que como em um passe de mágica. Acredite! Até.

 

Jornalista, aquariano, ruivo e temperamental
Gostou? Compartilha com seus amigos, obrigado =)
    Bruno Mazieri

    Jornalista, aquariano, ruivo e temperamental

    you may like this post

    Style Selector

    Colors

    Layout Style

    Patterns for Boxed Version

    Images for Boxed Version