Um problema chamado: fila

Fila no banco, fila para comprar pão, fila para ir no salão, fila para pagar estacionamento de shopping, fila no supermercado, fila na farmácia, fila no show, fila na boate, fila para nascer, fila para morrer, fila para a Missa de Dia, fila para tudo. Hoje, por exemplo, ao ir no banco, tive a sorte – sente a ironia – de pegar a fila da fila. Isso mesmo. FILA DA FILA! Aí, meus amigos, não tem mantra que funcione e muito menos aquele amigo tarja preta que resolva o problema da irritação.

Sei que os bancos estavam em greve e tudo mais, é o direito de todo trabalhador, claro. Mas aí, a agência reabre e somente quatro caixas estavam funcionando. De um total de oito, somente a metade estava atendendo. Resultado: fila para pegar fila. E se tem uma coisa nessa vida que me tira do sério é: FILA!

Depois de passar uma hora e quarenta minutos entre as duas filas, tive que ir no banco vizinho resolver outro problema. Para a minha alegria, houve uma queda de energia, o sistema saiu do ar e o que aconteceu? Bota mais fila que ainda da pouco para esse FILA da mãe. A minha primeira pergunta foi: “Sério que no banco não existe gerador?”. Claro que não obtive resposta. /Ignore no meu questionamento.

O problema da fila, além de ficar horas em pé, é que somos obrigados a ouvir as mais diversas conversas, pois ninguém poupa os nossos ouvidos. Hoje, durante a fila da fila, tive que ouvir o papo de uma moça questionando se o médico que estava cuidando do seu tratamento de emagrecimento era realmente bom. Ela esculhambava o profissional para alguém, que acredito ser uma amiga, em um tom de voz impossível de não prestar atenção. Como se todo o banco foi obrigado a ouvir que os métodos usados pelo médico não estavam fazendo efeito. Imagina?

Em um outro momento, um rapaz me cutucou duas vezes para pedir informação como se na minha camisa estivesse escrito: PERGUNTE AQUI! Sendo que o banco disponibiliza atendentes treinados para responder todas as dúvidas dos seus clientes. E ele estava lá, dando sopa, assim como quem não quer nada. Mas era mais fácil me cutucar e exigir que eu desse mais explicações sobre assuntos que não entendo.

E tenho a vaga impressão de que existem pessoas que matam e morrem por uma fila. Juro! Elas chegam alegres, despreocupadas com o tempo e amam conversar, puxar assunto, mostrar foto de algum parente viajando, ou contam que estão tendo conflitos amorosos e por aí segue. Sei que é um ótimo espaço para quem gosta de escrever, pois rende histórias mirabolantes, mas existem dias e dias para isso. Hoje não era um desses. Tinha pressa, muito pressa.

De certo que não sei bem como resolver o problema das filas, mas tenho a certeza de que odeio todas elas do fundo do meu coração. Fila, só se for a marca de roupas esportivas e mesmo assim, com muita ressalva. Até a próxima fila.

Jornalista, aquariano, ruivo e temperamental
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    Bruno Mazieri

    Jornalista, aquariano, ruivo e temperamental

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