A difícil missão de fechar ciclos

Sempre fui daqueles que acreditava que tudo era para sempre. Família, amigos, empregos, amores… Porém, a vida – essa escola maravilhosa – me mostrou que nada é para sempre, que tudo é mutável, que tudo chega ao fim em um determinado momento. E quando se decide tomar a decisão de encerrar um ciclo, é algo tão doloroso quanto ‘a dor de um parto’, dentro das devidas proporções, claro.

São noites sem dormir, dias sem querer ficar acordado, horas que se arrastam… A decisão de colocar um ponto final em um relacionamento, seja ele afetivo ou profissional, exige uma série de cuidados para que tudo seja feito sem dor, sem mágoa, sem ódio. As palavras devem ser pensadas, os gestos maneirados, as lágrimas sinceras, os palavrões e o descontrole evitados. Encerrar um ciclo é deixar para trás algo que, por muito tempo, te fez feliz, te proporcionou, de certa forma, amor, alegria e tesão.

Fechar um ciclo é ‘desapegar’ das coisas boas que aconteceram em um passado nem tão distante e fitar o futuro, tendo a certeza de que nada é para sempre, mas tudo o que aconteceu foi extremamente importante para que você seja, hoje, do jeitinho que você é. E que lá no horizonte ainda existe a felicidade. Mas chegou a hora de dizer: ‘valeu, foi bom, adeus’.

Encerrar um ciclo, é praticar o mais alto grau de desapego. É deixar guardado, naquele nosso baú das emoções, os dias de alegria extrema, de sorrisos sinceros, de conquistas e vitórias. É saber que você vai poder visitá-lo vez ou outra para lembrar de como aquele período foi sensacional, mas que viver nele não é o mais indicado e que por isso, o melhor é desapegar.

Os questionamentos vão existir. Não apenas os da sua cabeça, mas os das cabeças alheias também. E isso é chaaaato. É um exercício de paciência explicar (muitas vezes de forma detalhada) porque você decidiu pedir as contas de uma empresa ou porque deixou de falar com aquele amigo de fé-irmão-camarada. Ou porque decidiu mudar de casa, de cidade, de estado, de planeta. Os questionamentos, sem dúvida, são a pior parte do encerramento de um ciclo.

Mas quando de fato você o fecha, a tempestade vira calmaria, o céu se abre, o Sol aparece e você fica ali, parado, apenas recebendo toda a energia necessária para seguir adiante. A respiração profunda, a noite de sono bem dormida e o despertar natural, passam a fazer um sentido ainda maior na vida. É hora do recomeço. Começar de novo, sem medo do futuro, sem medo das consequências, sem medo das mudanças. Começar do zero, do nada. Se refazer, se reinventar.

Portanto, se você deseja fechar um ciclo, feche. Feche enquanto ainda é tempo, enquanto o ódio e o rancor ainda estão distante. Não tenha medo. Agradeça e viva. Viva a vida! Afinal de contas, ela foi feita para ser vivida e não chorada. Compreende? Eu estou vivendo e você? Até!

 

Jornalista, aquariano, ruivo e temperamental
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    Bruno Mazieri

    Jornalista, aquariano, ruivo e temperamental

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