Tinder: um teste de paciência

Depois de quase 3 anos, decidi voltar ao Tinder. Para quem não sabe (dú-vi-do que existe essa pessoa. só não vale falar da avó/avô, porque até pai/mãe deve ter), ele é um aplicativo para conhecer pessoas, por assim dizer. Pois bem, em um domingo desses, me peguei pensando e baixei o tal app. Sem muita expectativa, claro, vide minhas experiências de um passado nem tão distante assim.

Criei meu perfil como manda o figurino, selecionei a idade das pessoas que eu gostaria de conhecer, o raio de alcance do aplicativo e pronto, lá estava eu de volta! A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: ‘Bem, lá vamos nós para essa grande jornada neste bufê’. Sim, porque acredito que esse tipo de aplicativo é um grande bufê, no qual você vai olhando e pensando: ‘Hmmm esse não! Esse sim. Não! Sim! Não! Não! Não! Sim! Não! Não!’ e por aí vai.

Nisso, os ‘matches’ – quando as duas pessoas se mostram… interessadas. ui! – começaram a surgir. Até aí, tudo bem. Mas o grande lance é que depois disso, uma janela se abre para conversa e o resultado é um silêncio sem fim, com direito a feno rolando na tela. Já pensou? Você tá lá, a outra pessoa também e nada acontece. Para este vos escreve a sensação é simples: ‘Só vou falar se o outro falar primeiro’. É aí que mora a falta de paciência. O que era para facilitar um entrosamento, torna-se um ‘joguinho de sedução’. E posso confessar? Não tenho mais saco para ‘joguinhos’.

Você deve estar se perguntando: ‘Nossa, mas então por que você não falou primeiro já que não tem problema?’. Eu falei, falei sim. Um ‘oi’ ou um ‘olá’ não arranca pedaço de ninguém. Mas até aí, o ‘tesão’ já baixou e a graça se perdeu. Reclamei no Twitter sobre isso. Para a minha surpresa, umas quatro pessoas disseram que pensavam da mesma forma que eu. Não estava mais sozinho!

Entre os conselhos e questionamentos? ‘Corre, Bino, cilada!’, ‘Queria entender também, será que trava o celular na hora de digitar. Cansei de puxar assunto. Para quê tantos matches se não sabem conversar?!’. Concordo com as duas. Que bom seria se as redes sociais funcionassem para seus os devidos fins, não é verdade?

Enquanto isso, sigo por lá, testando a minha paciência. Afinal de contas, este é meu último carma a ser cumprido, segundo a Vera, amiga-jornalista. Vai que consigo evoluir… Até.

P.S.: Imagem meramente ilustrativa. É bom deixar claro!

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