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Eu assumo que…

Chegar aos 30 me deu uma certa tranquilidade. E juntamente com essa tranquilidade, veio a ‘maturidade’ que muitas vezes me faltou para assumir inúmeras coisas das quais eu sempre gostei, ou não, e que mantive em segredo para criar uma certa aparência para os outros, apenas para os outros. Mas calma, galera! Nada que cause qualquer tipo de transtorno nas pessoas que convivem comigo. Não, longe disso. São coisas ‘bobas’, mas que me via obrigado a fazer ou dizer, apenas para não cair nos olhares dos grandes juízes do cotidiano. Eu, logo eu, acreditam? Pois é…

Por exemplo: hoje, não me sinto mais obrigado a comer bacalhau ou pirarucu. Não gosto! E deixo bem claro isso quando querem, a todo custo, enfiar os dois tipos de peixe goela abaixo. Claro que ainda tenho que lidar com uma série de interrogatórios sobre o assunto, mas saio dessa apenas dizendo que: ‘o sabor não me agrada’. E também não sou daqueles que quebra a corrente na hora de pedir um prato em um restaurante, ou na hora de escolher o cardápio para uma festa. De forma alguma! Apenas me preocupo em comer algo que eu goste e ponto.

Assumi também que gosto de forró e sertanejo e que sei uma ‘porrada’ das músicas que tocam na rádio. Não frequento as casas noturnas que usam e abusam dos gêneros por não ter mais estrutura mental para aguentar uma noite inteira rodeada de pessoas enlouquecidas, que ficam esbarrando e dançando, sem saber respeitar o limite de espaço de cada um. Mas se o local tocar um ‘forrozin’ daqueles maravilhosos e tiver uma cadeira, pode me chamar que vou correndo. O Ôxe Bar é um desses espaços bem bacanas, com bebida delícia e música animada, gostosa, sabe?

Não nego mais que sou meio hipocondríaco e que tenho problemas com ‘germes’. Fico extremamente preocupado quando vejo alguém espirrando perto de mim. Gosto de lavar minhas mãos com frequência e ando com uma necessaire cheia de remédios e afins. Pegar chuva e comer coxinha em lugares que não frequento, por exemplo, já deixam em um nível altíssimo de histeria. Para alguns vai parecer frescura, mas para mim não é.

Não costumo mais fazer média com pessoas que não gosto. Não trato mal, mas também tento manter a distância. Não me sinto mais obrigado a sentar a mesa ou dividir uma série de conversas apenas para agradar. Chegar aos 30 foi algo realmente maravilhoso nesse sentido. Me sinto mais confortável comigo mesmo agindo dessa forma. Fazer algo por obrigação deveria ser proibido. As consequências com o passar dos anos podem ser irreparáveis. Acreditem.

Aprendi a dizer não. Ô coisa divina! Dizer não e se respeitar é incrivelmente reconfortante. ‘Não quero sair’, ‘Não quero beber’, ‘Não quero comer’, ‘Não’, ‘Não’ e ‘Não’. Obrigado! Estaria eu ficando chato? Talvez sim, talvez não. Mas se a minha felicidade esteja no parecer chato, que assim seja. Can I get an amen? Ameeeeeen!

Chegar aos 30 está sendo uma descoberta. Estou mais calmo, mais centrado – eu acho, tá -, mas acima de qualquer coisa, estou me sentindo muito mais feliz, muito mais eu, sabe? Fico aqui imaginando como deve ser aos 40, 50, 60… Se for tão bom como está sendo chegar aos 30, pode vir que teremos um caso sério de amor nas próximas décadas. Até.

 

4 respostas
  1. Bruno Mazieri
    Bruno Mazieri says:

    Tia maravilhosa, descobri mesmo, acredita? Demorou, mas esse dia chegou! Obrigado por ter vindo aqui deixar o seu indispensável amor <3

  2. Sylwia
    Sylwia says:

    Dizer ñ é o primeiro passo para a felicidade !!! Parabéns ! Vc descubriu isso rssssss. Adorei “te ler” de novo. Amo!

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