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Porão chega aos 18 anos a todo vapor

Considerado por muitos ‘pit stop’ indispensável nos finais de semana – e durante a semana também, claro -, o Porão do Alemão chega aos 18 anos com toda a “vitalidade” que é peculiar da sua idade. Comandado por William Lauschner e sua equipe, o local é a resistência do rock ‘n’ roll em Manaus. Quem de nós não tem uma história interessante para contar e que teve como cenário o Porão? Acredito que poucos!

Pois bem. E como completar 18 anos não é pouca coisa, decidi bater um papo com o William (saca a intimidade) e saber qual a fórmula do sucesso, o que mudou na cena noturna manauense, as polêmicas reformas do ambiente e muito mais. Agora, coloca aquele rockzinho para tocar e vem conferir a entrevista.

– Quando o Porão do Alemão foi criado, você imaginava que fosse fazer tanto sucesso?

William Lauschner – O Porão do Alemão não nasceu com a pretensão de ser o que se tornou hoje, uma referência rock. Primeiro porque ele não nasceu para ser um bar de rock, mas sim um bar típico. Mas não foi por falta de esforços que nós chegamos aonde chegamos. E é muito gratificante, sem pretensões, chegar onde nós estamos.

– Ao longo desses 18 anos, o que você acha que mudou na cena noturna de Manaus?

WL – Bem, 18 anos atrás pouco ou quase nada dos movimentos rock ‘n’ roll existiam. Tinha o War Zone, tinha um outro boteco no Centro, mas os ambientes eram muito mais undergrounds, voltados para o metal, hardcore. O que dava dinheiro, como sempre, vamos chamar de Música Popular Amazonense (MPA), era o boi, na época, e como sempre o forró correndo ao lado.

Acho que nesses 18 anos, o Porão teve uma influência muito grande em parte dos jovens, porque mesmo o rock ‘n’ roll tendo envelhecido, ele tem arranjado novos adeptos, que é uma galera que continua gostando dos clássicos, mas principalmente interessados em aprender música. Aumentou muito a quantidade de bandas de rock, no estilo mais pop, pop-rock, metal… Uma mistura muito maior do que existia há 18 anos. E eu gosto de acreditar que o Porão tem uma “culpa” nessa evolução do rock em Manaus.

– Qual a fórmula para o sucesso de 18 anos?

WL – Acho que é justamente o que o Porão é. Uma casa que se renova, renova clientes, mas mantêm aquele ar mais antigo, onde a galera que envelheceu um pouco pode tomar uma cerveja, bater um papo, ouvir uma música. Não existe uma fórmula milagrosa. É trabalho, dedicação e ouvir as orientações dos clientes. Se tornar parte da sociedade.

– Qual foi o momento mais marcante do Porão do Alemão?

WL – Não tenho como mensurar com uma frase, um gestou ou acontecimento. Acho que desde o momento que o Porão assumiu a sua cara rock, desde o momento que ele abriu as portas, foi um aprendizado. Tem tantos acontecimentos maravilhosos que não conseguiria escolher somente um.

– As reformas na casa causaram uma divisão de opiniões entre os frequentadores. Como você viu isso?

WL – Todas as reformas que fizemos teve um choque inicial, principalmente com os clientes tradicionais, porque eles dizem que “mudou”, “não é mais o mesmo”, “não vai mais ser”… Mas acredito que algumas frases batidas como “time que está ganhando não se perde”, é um dos maiores erros. Se não mexer fica ultrapassado, não consegue enxergar as novidades, não consegue se reestruturar, não consegue melhorar. Não consigo lembrar de nenhum bar, casa de show ou restaurante que ficou igual durante 18 anos.

– Quais as comemorações para esses 18 anos?

WL – Serão 12 bandas, dois palcos, algumas promoções grandes. Além disso, nós vamos abrir um bar na parte do estacionamento para a galera que ficar na rua, para evitar fechamento de trânsito. (Nota do editor: o evento está marcado para o dia 13 de julho e mais detalhes podem ser obtidos no facebook.com/poraodoalemao).

– O que você espera para os próximos 18 anos?

WL – Não seria eu se fizesse planos para os próximos 18 anos. Acredito em algumas mudanças, mas não posso dizer que elas irão ocorrer, mas acredito na renovação na parte administrativa, novas ideias, novos rostos, mais jovens que a gente, pelo menos espero. Acho que não aguentamos mais 18 anos no mesmo tiro.

E você, tem alguma experiência interessante no Porão? Escreve aqui nos comentários. Até!

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